Sumbana Jr. introduziu alterações em projecto que é acusado de ter copiado

O antigo ministro do Turismo, Fernando Sumbana Jr., está a ser acusado de copiar um projecto turístico de cerca de 10 (dez) milhões de dólares norte americanos. O projecto original terá chegado às mãos de Sumbana pelo próprio dono, há dois anos.  Devolvido em meio a muita troca de acusações, o dono do projecto veio a descobrir anotações de alterações supostamente feitas por Sumbana que sugerem ter sido o projecto copiado.

O projecto turístico, na posso do MAGAZINE, inclui 240 camas, 20 bungalows, 4 suites presidenciais, um shopping, uma clínica com laboratório, um auditório para conferências, que inclui salas de trabalho, uma sala de jogos, um restaurante e discoteca, um palanque para cultura, uma zona de expansão, um parque de estacionamento para 300 carros, um edifício de apoio ao hotel, dentre outras componentes.

O projecto com toda a documentação aprovada era para ser implantado na Província de Maputo, distrito de Boane.

As anotações feitas com caneta incluem somatórios para efeitos de cálculo do espaço necessário para implantar o projecto, bem como a retirada de algumas partes do projecto.

“Tirar bungalows, jardim temático e zona de expansão”, pode ler-se nas anotações.

Ademais, adensa a crença na tese sustentada por Falume Amade, o facto de Sumbane Jr, através do seu irmão, estar a disputar com agricultores e residentes de Mapulene um espaço em que o projecto ‘copiado’ seria implantado.

Mais, Falume Amade já teria, num encontro mantido com o antigo ministro, sustentado que o mesmo teria se associado a um arquitecto de nome Lunat para copiar o projecto.

A nossa equipa de reportagem confirmou no local que o irmão do antigo ministro e o arquitecto são citados em documentos dirigidos ao tribunal a que o MAGAZINE teve acesso.

“Fernando Sumbana Jr. me ligou dizendo para que lhe fosse mostrar o projecto em casa dele. Levei o projecto todo, assim como a estrutura do prédio, tudo devidamente aprovado pelas entidades públicas competentes. Ele disse que era um bom projecto e pediu que deixasse as duas coisas e esperasse alguma informação em 15 dias”, explicou Falume Amade sobre como o projecto teria parado nas mãos do antigo ministro.

No mês de Maio, após receber Falume Amade, reclamando a usurpação do seu projecto, o MAGAZINE contactou Fernando Sumbana Jr, que negou ter usurpado o mesmo. O volumoso documento foi entregue pelo antigo ministro na presença da equipa do MAGAZINE, no entanto, as anotações só foram descobertas dias depois.

Contactado novamente para se pronunciar sobre as anotações, não atendeu as chamadas, no entanto, enviou duas mensagens escritas.

“Senhor Falume, lamento mas tenho medo de lidar consigo. O senhor assustou-me com as mentiras do jornal só para sujar o meu nome, e não quis voltar a esclarecer a verdade”, escreveu Sumbana Jr. na mensagem de 03 de novembro.

Logo depois da primeira mensagem, mandou a segunda com o seguinte teor correctivo: “digo lidar com Falume, não consigo, pensei que fosse sms dele. Vou ligar mais tarde”. Porém, não mais ligou.

Abanês Ndanda

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