Novas dinâmicas nas forças de defesa e segurança!

O Presidente da República Filipe Nyusi promoveu mexidas de vulto na liderança das foréas de defesa e segurança, nomeando quadros experientes para dirigirem o exército, a PRM e os serviços secretos.

Com efeito, Filipe Nyusi exonerou Júlio Jane, do cargo de Comandante Geral da Polícia da República, transferindo-o para Diretor-geral dos Serviços de Informação e Segurança do Estado (SISE). No lugar por se deixado vago na PRM, Nyusi colocou o general Bernardino Rafael que foi ontem empossado como novo Comandante-Geral da Policia e no Estado-Maior General das Forcas Armadas de Defesa de Moçambique foi exonerado o general Graça Chongo e promovido para o seu lugar outro general de terreno de nome Lazaro Menete. O PR que e Comandante em Chefe das forcas de defesa e segurança, também nomeou Timóteo Bernardo para o cargo de Vice-Comandante Geral da PRM em razão do falecimento do anterior titular, o general Weng San.

De uma forma geral, as mexidas do Presidente foram acolhidas com entusiasmo pela generalidade dos dinâmicos analistas políticos do país, salientando-se a oportunidade e o contexto em que elas operam.

Apesar de o país assistir a um clima de paz relativa, na sequência das tréguas declaradas pelo líder da Renamo, Afonso Dhlakama, as remodelações no seio das lideranças das forcas de defesa e segurança acontecem quando algumas bolsas de instabilidade militar e social acontecem no Norte de Moçambique.

Em Mocímboa da Praia, Província de Cabo Delgado, radicais islâmicos promovem instabilidade militar, atacando unidades policiais em protesto contra algo que ninguém conhece, sendo necessário que as forcas de defesa e segurança investiguem com profundidade e estanquem este mal que causa sofrimento no povo e ameaça o clima de investimentos, sobretudo, estrangeiro que ali ocorre.

Na Zambézia e Nampula, um fenómeno estranho, ligado seguramente ao obscurantismo, clama pela redobrada atenção dos serviços de segurança pública para que o fenómeno ligado ao chupa-sanguismo não se alastre, com as consequências nefastas que causam instabilidade social dos cidadãos.

Cremos nós que Filipe Nyusi acertou com estas nomeações de vulto nas FDS. Júlio Jane, o homem que substitui Lagos Lidimo no SISE, é um militar experiente, sereno e competente, capaz de dinamizar os serviços secretos do Estado moçambicano no actual contexto, um contexto que exige muito mais responsabilidade da secreta.

Jane conhece muitos militares respeitados deste país, pois ele é oriundo do exército. A sua passagem pela Polícia, também lhe dá ferramentas para uma interligação pacífica com o sector dos gendarmes, para uma maior complementaridade dos serviços e sectores.

Rafael Bernardinho, um oficial da polícia também experiente, sobe para a direcção máxima da PRM, depois de ter dirigido a corporação em Gaza e na cidade de Maputo com algum sucesso. Leva como vantagem a sua juventude e a sua flexibilidade, sendo também um factor que joga a seu favor o facto de ser homem comunicativo.

A nomeação de Bernardino para CG da PRM sela um esforço iniciado já há uns tempos para cá pelo Presidente Nyusi de renovação das hierarquias policiais a diversos níveis, tendo ido a reforma muitos generais da velha guarda da Polícia e sido promovidos muitos jovens polícias. Bernardinho é jovem e pode muito bem continuar a liderar essa transição geracional também na PRM.

Lázaro Menete, o oficial que passa a dirigir o Estado-Maior General das Forcas Armadas é igualmente um quadro competente e experiente, homem de terreno que nos últimos 2 anos dirigiu operações nas áreas de conflito militar com a Renamo em Gorongosa.

É obra de Menete a mudança de estratégia discursiva de Afonso Dhlakama. É obra de Menete a mudança de discurso político de Dhlakama. É obra de Menete a declaração de cessar-fogo unilateral feita por Dhlakama que se viu pressionado militarmente e viu a sua guarda reduzida a cinzas em contínuas e fortes operações militares planeadas e dirigidas por Menete. Com Menete no Comando do Exercito, o líder já não podia continuar a dizer que os militares são uns piriquitos e mariazinhas. O homem conhece a guerra.

Numa altura em que se fala de acordos de paz, do enquadramento dos guerrilheiros da Renamo no exército, na Polícia e no SISE, Lázaro Menete, conhecedor da real situação do exército, pode dar um impulso nesta missão, na perspetiva de promover reconciliação entre homens que se combateram até há bem pouco tempo, mas que optaram por dar oportunidade a paz.

Os que conhecem Lázaro Menete descrevem-no como um homem simpático, competente e leal, que pode levar a missão que recebe agora do Chefe do Estado a bom porto.

Estamos, pois, perante uma remodelação que deve ser encorajada, na área sensível das forcas de defesa e segurança, restando-nos fazer apelo à sociedade para que colabore com estes dirigentes em prol da paz e da estabilidade do país.

O nosso povo merece ter um país estável. Já basta de tanto sofrimento causado ao povo, sem razões aparentes. Damos, pois, as nossas boas-vindas aos novos dirigentes nas FDS e desejamos-lhes sucessos nas suas novas e delicadas missões.

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