Micro Seguro só cobre 0,3 de pessoas pobres

Apenas 0,3 por cento está coberto de Micro Seguro (protecção pelo Seguro da população de baixa renda e micro-empreendedores contra perigos específicos em troca de pagamentos regulares de prémios). Para atrair mais clientes, agentes económicos defendem que é preciso mais educação e baixo custo de acesso.

"O Micro Seguro pode quebrar a espiral descendente e pode significar a redução dos danos em caso de sinistro", entende João Jangaia, presidente da Associação Moçambicana de Seguradoras, para quem as perdas imprevisíveis antes do Micro Seguro, podem transformar-se em pagamentos, que reduzirão o impacto negativo do sinistro.

A Presidente do Conselho de Administração do Instituto de Supervisão de Seguros de Mocambique, Otília Santos explica que a falta de conhecimento e as barreiras culturais são os principais embargos.

Ao todo, o mercado moçambicano de Seguros conta com 19 seguradoras, destes, quatro são de ramo Vida, 11 dos ramos Não Vida (engloba todos os Seguros que têm como objecto os bens patrimoniais e pessoais) e quatros mistas. Estes serviços foram responsáveis, em 2016, de produzir 10.616,8 milhões, o que corresponde um crescimento de cerca de 13.3 por cento em relação a 2015, significando uma taxa de penetração de cerca de 1.54 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

Santos fez este pronunciamento no Workshop sobre o Micro Seguro, que decorreu sob o lema “Por uma indústria de seguros mais inclusiva” e foi realizado pelo Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM), em parceria com o Banco Mundial (BM) e a Associação Moçambicana das Seguradoras (AMS).Nelson Mucandze