Governo garante continuidade do legado de Amurane

O governo moçambicano assegura que os feitos e planos de desenvolvimento da autarquia da cidade de Nampula serão continuados como forma de enaltecer a figura do edil Mahamudo Amurane, assassinado na Quarta-feira por indivíduos ainda desconhecidos.

A garantia foi dada hoje pela ministra da Administração Estatal e Função Pública (MAEFP), Carmelita Namashulua, durante a cerimónia de despedida do edil Mahamudo Amurane, ocorrida no Conselho Municipal de Nampula, no norte de Moçambique.

Durante o velório, familiares, governo e representantes da autarquia apresentaram mensagens de pesar e outras que descreviam as qualidades do edil ao serviço do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) assassinado a bala por motivos e autores ainda por apurar.

“O governo reafirma o seu compromisso em continuar a envidar esforços para o desenvolvimento deste município bem como de outras unidades territoriais. Apesar do desaparecimento físico do presidente Amurane, acreditamos que as causas que ele sempre defendeu não estão perdidas”, disse Namashulua.

Os restos mortais de Amurane foram, logo após o velório, a enterrar no cemitério municipal da Faina, na cidade de Nampula, numa cerimónia muito participada pelos munícipes daquela urbe.

Os familiares de Amurane não esconderam o vazio que a morte do seu ente querido representa e afirmam que era a sua fonte de inspiração.

No entanto, uma certeza têm eles: “continuaremos a ser obedientes a tudo o que nos ensinaste, não a corrupção”, disseram os familiares, em mensagem.

Por sua vez, o Conselho Municipal de Nampula considera trágica a morte de Amurane, pelo que se torna difícil conformar-se a esta realidade, visto que era um homem visionário cujas acções estavam viradas para o desenvolvimento da autarquia.

“Não haverá, nunca, lágrimas que disfarcem a vergonha com que todos nós, como sociedade, fomos manchados. Que legado deixaremos às gerações vindouras?”, questiona.

Mahamudo Amurane foi morto num dia em que o país comemorava mais um aniversário da assinatura do Acordo Geral de Paz, que colocou fim à guerra de 16 anos entre o governo e a Renamo.

As relações entre Mahamudo Amurane e o seu partido MDM já andavam conturbadas e as desavenças entre os dois já eram conhecidas pelo país inteiro.

Não se sabe ao certo se esta é a razão que justifica que os familiares do malogrado pedissem que o presidente do MDM, Daviz Simango, e outros membros do partido não fizessem parte de todas as cerimónias fúnebres.

A Polícia da República de Moçambique (PRM) já está ao encalço dos assassinos e já avançou que existem testemunhas “bastante importantes” que poderão ajudar a identifica-los.

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