Da vitória do Ferroviário da Beira ao mau perdedor chamado Semedo!

O Ferroviário da Beira, venceu o Campeonato Nacional de Futebol, o Moçambola 2016, mercê da sua vitória no passado Domingo por 1-0  a União Desportiva de Songo.  Contam abundantes crónicas sobre o Moçambola que a vitória do Ferroviário da Beira é merecida, tal como seria merecida a da União Desportiva de Songo, no somatório de uma jornada extenuante, durante a qual  as duas equipas jogaram taco-a-taco.

São vários os motivos que nos levam a felicitar o Ferroviário da Beira. Em primeiro lugar porque se trata de uma equipa que tem demonstrado capacidade e organização, sendo, portanto, merecedora de ganhar o titulo de Campeão Nacional de Futebol. Aliás, os locomotivas de Sofala já há anos que vêm perseguindo este objectivo, estando, portanto, de parabéns a equipa técnica, os jogadores, a direcção e logicamente os adeptos.

Em segundo lugar porque a conquista do Moçambola 2016, no contexto actual, emite muitos sinais, sobretudo, aos políticos que teimam em inviabilizar a união territorial do nosso país com acções armadas que criam medo e pânico junto dos cidadãos.

A vitória do Ferroviário da Beira emite, precisamente, o sinal de que os moçambicanos querem viver em paz e querem circular livremente pelo país inteiro, convivendo entre si do ponto de vista político, social, desportivo e cultural.

Em terceiro lugar esta vitória volta a desmistificar o factor Maputo no desporto em geral e no futebol, em particular. Não são apenas as equipas de Maputo que podem ou praticam bom futebol. Não são apenas os nomes sonantes e históricos do Desportivo de Maputo, do Maxaquene, do Costa do Sol ou Ferroviário de Maputo que fazem o Futebol moçambicano.

Pelas 10 províncias do país, há muitos talentos por explorar. Pelas 10 províncias do país, há capacidade instalada para que de ano para  ano, saia um campeão nacional para representar o futebol moçambicano, quer dentro, quer fora do país.

Pertence ao passado, por enquanto, o mito dos  grandes de Maputo que como se vê ficam reduzidos à sua insignificância de jornada em jornada.  Também ficam, por terra, as teorias sobre os grandes treinadores nacionais que se resumem a dois ou três nomes, os Salvados de sempre, os Semedos de sempre, os Chissanos de sempre, os Faifes do  nosso quotidiano.

Portanto é bom que o nosso futebol, o futebol moçambicano, seja sentido, praticado e festejado com a mesma intensidade pelo país inteiro e não é problema nenhum que, de tempos em tempos, os detentores de títulos nacionais sejam equipas de Sofala, Quelimane, Pemba, Inhambane, Manica, Tete e outras províncias.

Gostamos, portanto, de ver excursões idas de diferentes pontos de Sofala para Songo, vibrando com o ferroviário da Beira no ultimo Domingo. Gostamos de ver a Governadora Helena Taipo a acompanhar a equipa da sua província e a prometer festa rija para os campeões no desembarque a Beira.

Gostamos de ver, também, os tetenses a se baterem com convicção ate ao apito final, no Domingo, prova de que a UDS entrou para o campeonato sem preconceitos, sem medo de nenhuma outra equipa e com a certeza de que é ganhando jogos que se chega ao título.

Aliás, o entusiasmo da UDS e dos seus adeptos contrasta claramente com a postura pouco recomendável do técnico da equipa de Songo, o nosso bom de Artur Semedo que surpreendendo o mundo do futebol pela negativa, jogando baixo e sem humildade nem desportivismo, justificou a derrota atirando-se contra duas figuras do nosso dirigismo desportivo.

Ele lá sabe porquê mas Artur Semedo saiu pela porta pequena na fotografia, ao acusar sem provar, que Shafee Sidat e o seu irmão mais velho Rafique Sidat são os dois nomes que determinam (tipo sorteio) quem deve ganhar o campeonato, em cada edição do Mocambola.

Que afirmação tão irresponsável. Então, um país inteiro vê sorteados os campeões nacionais de futebol por dois irmãos? Curioso, nisto tudo, é que o tal de Semedo já esteve ao serviço de uma equipa dirigida pelos irmãos Sidat e a ter havido malabarismos para ele ganhar títulos lá, fica logo cúmplice desses crimes de corrupção no futebol.

Um treinador não pode ser irresponsável ao ponto de jogar tão baixo. Um treinador de futebol deve ser honesto e saber ganhar e perder. Artur Semedo já ganhou títulos e sabe que há que dar mérito a quem ganha títulos em competições tão renhidas como é o Moçambola, com todas as suas dificuldades.

Parabéns Ferroviário da Beira. No meio de tanta coisa má, pelo menos levaram a festa do futebol para a sacrificada Província de Sofala. Força!