Casos de corrupção tendem a aumentar em Moçambique

Casos de corrupção têm registado uma tendência crescente em Moçambique. Em 2016, o Ministério Público, através do Gabinete Central de Combate à Corrupção, tramitou 1.235 processos-crime, contra 1.051, comparativamente ao ano de  2015, figurando  num  aumento de 18 por cento.

Os dados relativos aos processos de peculato indiciam um prejuízo para o Estado no valor de 459 milhões. As províncias de Nampula, Cidade de Maputo e a Província de Sofala liderarem, respectivamente, actos de corrupção segundo as estatísticas oficiais.

Só de Janeiro deste ano (2017) a este momento, foram tramitados mais de quatrocentos e cinquenta e sete processos.

A nível da SADC, Moçambique está na V posição deixando para atrás Angola, República Democrática do Congo, Zimbabwe e Madagáscar. Já entre países do mundo, em 2016, o nosso Moçambique regrediu, ocupando a centésima quadragésima segunda posição, com vinte e sete pontos contra a centésima décima primeira posição, em 2015, com trinta e um pontos.

O dados fora compartilhados pelo Presidente da República, Felipe Nyusi na reunião com os Inspectores Gerais, Directores Nacionais e Directores Nacionais Adjuntos das instituições Estados, realizada recentemente em Maputo.

Na ocasião, Nyusi apresentou aquilo que considerou acções concretas no combate à corrupção. Destas acções, o destaque vai para o Plano de Acção Anti-corrupção que cada dirigente da empresa pública deve submeter ao seu responsável hierarquicamente superior para a monitoria, avaliação e controle.

Enquanto que outras acções passam pela promoção de um movimento activo e transparente com os grupos interessados, através do acesso à informação como forma de prestação de contas e a promoção de debates sobre os males da corrupção com a sociedade civil, incluindo os políticos e os religiosos. Nelson Mucandze

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